domingo, 26 de agosto de 2012


Na varanda escura, as pessoas parecem formigas daqui de cima. Cigarro na boca e isqueiro na mão. Chama. Inspiro o fumo, travo nos pulmões e expulso-o. 
O Ar fresco bate-me na cara e o cabelo solto está a brincar com toda esta frescura, baloiçando de um lado para o outro.
Consigo ter tranquilidade, uns minutos de paz, uns minutos só para mim.
O cigarro acaba, inspiro fundo com os olhos fechados, imaginando um presente diferente deste presente, abro os olhos e entro, entro novamente para este presente cinzento que me acompanha sempre.

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