domingo, 8 de abril de 2012

Vamos nadar até à lua, 
vamos içados na maré, 
penetremos na noite em que a cidade para ocultar-se dorme. 
Esta noite vamos nadar, meu amor, é o momento de chorarmos, 
estacionados junto ao mar, após a viagem à luz do luar. 
Vamos nadar até à lua, 
vamos içados na maré, 
entreguemo-nos aos mundos que, enquanto esperam, nos lambem os corpos. 
Não temos saída nem tempo de optar, 
caminhamos rio adentro na nossa viagem à luz do luar. 
Vamos nadar até à lua, 
vamos içados na maré, 
a tua mão agarra-me, mas eu não posso ser teu guia, 
fácil é amar-te ao ver-te deslizar, 
escorregar por entre húmidas florestas 
durante a nossa viagem à luz do luar.

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